quarta-feira, 25 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Arte e Percepção visual (Rudolf Arnheim)

Rudolf Arnheim,propõe em seu livro arte e percepção visual,que nos possamos tirar a venda dos nossos olhos,e olhar a arte além do que dizem os discursos puramente "superficiais",quando diante da visão perceptiva que confere a cada individuo tê-la de maneira individual,porque segundo o dicionário percepção é a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais, a partir de histórico de vivências passadas,o que a partir daí irá realizar suas interpretações de acordo com a sua bagagem cultural,o seu "eu" e o mundo exterior,"temos negligenciado o dom de compreender as coisas através dos nossos sentidos",o que confirma o limite "imposto" por elementos que nos permite identificar tal obra,de modo tão superficial ,que não vemos o significado que esta a nossa frente,"não há motivos para que as formas visuasi se desassociem daquilo que nos dizem". Arnheim procura destacar apenas os meios visuais,e os mais tradicionais como a pintura,a escultura e o desenho ,porque trazem em si caracteres da forma com uma precisão possivel apenas com o esforço da mente,faz com que cada vez,as experiências se tornem mais e mais particulares e diria até impossivéis de serem reformuladas da mesma maneira,acrédito que seja muito comum nos deparar-mos com uma obra de arte,e simplesmente não ter palavras para descrevê-la da maneira tal qual sua percepção,ou sentido conseguiu expressar.Certamente não estou subjulgando a linguagem,que tem sem dúvida, uma importância no âmbito das experiências perceptivas,o que leva a análise perceptiva,e consequentemente aguça a visão no momento de penetrar em uma obra de arte.
Ficou claro,porém vale ressaltar que, a visão possui uma "apreensão criadora da realidade-imaginativa,inventiva,perspicaz e bela",o que a deixa longe de ser um registro mecânico,existe uma interação no ato de olhar o mundo ,na natureza do sujeito que o observa e no objeto,"a arte é a coisa mais concreta do mundo,e não há justificativa para confundir a mente de qualquer pessoa que queira conhecê-la mais profundamente" ,afirma Arnheim,e por fim toda a percepção é também pensamento,todo o racíocinio é também intuição,toda observação é também invenção.
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